quinta-feira, outubro 25

Retirada

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Ola amigos. Gostei muito de participar neste projecto, mas neste momento nao faz sebtido para mim estar ligada a este blog. Estou a trabalhar, embora tenha saido do jornalismo, estou numa area que preenche melhor as minhas aspiraçoes. Por nao conseguir retirar o meu nome deste blog, solicito a "dona da casa" que me retire por favor. Muita Sorte para todos!
Silvia

quarta-feira, fevereiro 21

Retirem-me Deste Blog Por Favor

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Agradeco a oportunidade de ter participado neste blog, mas neste momento nao estou interessada em continuar a ter aqui o meu nome. Portanto agradecia que a administradora me retirasse daqui...please.
Desde ja
Obrigada.

quinta-feira, agosto 11

Psiuuu

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Vim só aqui matar as saudades.... Para dizer que estou a trabalhar há 3 meses como jornalista e estou simplesmente a adorar... Beijinhos a todos!!! E já agora a minha solidariedade para os colegas do Comércio do Porto e de A Capital... Sei bem o que estão a passar...

terça-feira, março 15

Emprego

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Amigos,
Escrevo o meu último post neste blog apenas para dizer que : consegui emprego como jornalista, full-time, com um ordenado e condições que me parecem razoáveis e dignas de qualquer profissional desta àrea.

beijos e abraços e ... nunca desistam !!!



jornalistadesempregada@msn.com

quarta-feira, janeiro 19

Este blog não precisa de acabar!

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Passado quase um ano desde que iniciei este blog posso dizer finalmente que já não sou uma jornalista no desemprego!!! Mas, ao contrário de mim, sei que existem muitas pessoas que estão na situação em que me encontrava e que aqui descrevi durante meses. São essas pessoas, principalmente, que me escrevem emails a pedir que este Blog não acabe. Para elas vai o meu apelo: continuem voces este trabalho.

Escrevam-me para jornalistadesempregada@msn.com ou para nodesemprego@iol.pt

Fico á espera.

p.s - Agradeço ao Manuel Pinto a referência ao meu blog por várias vezes num dos mais conceituados blogs sobre Comunicação e Jornalismo no nosso país.

segunda-feira, dezembro 27

Adeus

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Olá a todos... Há muito que não escrevo aqui, pela simples razão de que já não me sinto uma jornalista no desemprego. Dos contactos e trabalhos que fui fazendo como free-lancer surgiram algumas propostas aliciantes que, em príncipio, vou aceitar.
Se me der mal, e tiver que começar tudo de novo, faço-o sem medo.
Obrigado a todos os que me apoiaram e ensinaram qualquer coisa ao longo destes 9 meses de blogosfera. A experiência foi óptima. Boa sorte para todos!

quarta-feira, novembro 3

10 pequenas coisas que fizeram a diferença

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De modo a nunca "deixar cair por terra" a minha vontade de ser jornalista, quando não estava a fazer mesmo nada no jornalismo (e num período de grande desânimo), tomei 10 pequenas atitudes que me prenderam a vontade de não desistir:

1 - Substitui a RFM pela TSF no rádio do carro;
2 - Actualizei a minha agenda de contactos;
3 - Enviei curriculos todos os dias;
4 - Nunca deixei de ler jornais diários;
5 - Apontei ideias para futuros trabalhos;
6 - Investi em material profissional (gravador, máquina fotográfica digital, etc..);
7 - Pedi o dístico de Imprensa ao ICS para colocar no meu carro;
8 - Tornei-me sócia do Clube de Jornalistas;
9 - Inscrevi-me no Cenjor;
10- Criei este blog.

10 Pequenas coisas que, hoje, reconheço que fizeram toda a diferença.

quinta-feira, outubro 28

eu não quero ser igual

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> O mundo do freelance é bastante árduo e difícil no início, mas depois de começarmos a ter uma colaboração regular torna-se mais simples. (Parabéns por estares a conseguir entrar no freelance a sério, quando se consegue é muito bom.)
Lamento neste momento estar com pouco tempo para me dedicar à tarefa de procurar e intensificar contactos. Estou com um trabalho em part-time de onde vou ter de sair dentro de muito pouco tempo e num jornal lisboeta no resto do tempo. Estou actualmente, e desde Setembro, sem dias de folga porque trabalho ao fim de semana em part time no tal sítio, 4 horas por dia (tenho folgas aí quinta e sexta e no jornal sab. e dom.). Já estive numa situação pior, por altura do Euro 2004, mas é algo temporário, que não vou conseguir manter.

> Quando estive no jornal Público, como estagiário, recordo-me de ver as folhas de vencimento de alguns dos jornalistas que colaboram em freelance e de uma forma sistemática já há alguns anos com o jornal. Recordo-me de ter ficado embasbacado com o que alguns ganhavam ali por breves minutos do seu tempo. Em freelance existe muitas pessoas que ganham muito dinheiro com alguma facilidade, especialmente quando colaboram há já algum tempo. No entanto, quem ganha mais, pelo que pude verificar, são os colunistas. Por 4 artigos de opinião num mês existem pessoas no público a ganhar perto de 5 mil euros... (e não são assim tão poucos). Mesmo alguns colunistas pouco conhecidos e pouco dizem, ganham consideravelmente, não admira que em algumas secção alguns estejam sempre a pedir para escrever...

PS: Ontem entrevistei o Tim Booth por telefone... gostei bastante porque é uma pessoa muito interessante, que é sincero e não tem medo de falar sobre o que quer que seja. Amanhã coloco no Frescas e Boas, se quiserem espreitar.

PS2: Ando a atravessar uma fase de algum desânimo no jornalismo, nem sei bem porquê, até tenho feito coisas que gosto e interessantes. Mas...

segunda-feira, outubro 25

Apesar de tudo, a esperança

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Olá, tenho dado poucas notícias neste blog e penso que cada vez vou aparecer menos isto porque, felizmente, posso agora considerar-me já a trabalhar no jornalismo. Estou a produzir, como jornalista free-lancer, para três jornais, um de âmbito regional e dois de âmbito nacional, cerca de 6 artigos/reportagens por semana. Ainda não abdiquei do meu emprego "normal" pois trabalhar como free-lancer é sempre arriscado. Mas as coisas estão a correr bem e cada semana que passa tenho mais trabalho. Entretanto, pode ser que a oportunidade de trabalhar a full time surja... Já estive mais longe, acreditem! Por isso, cada vez mais tenho a certeza que se formos determinados e lutarmos pelos nossos objectivos as coisas acabam por acontecer, mais tarde ou mais cedo. Eu lutei quase dois anos e agora vejo que não foi em vão!

Não há melhoras

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Chegou o Outono, as folhas começam a invadir os nossos passos. O tempo passa e tudo continua na mesma. Uma situação social, económica, política que não apresenta melhoras...

terça-feira, outubro 19

Liberdade

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Muito se tem falado ultimamente em Liberdade de Imprensa em Portugal.
Santana Lopes olhou-nos nos olhos e assegurou que em Portugal a liberdade dos jornalistas não está posta em causa.
Eu que já ando nisto há alguns anitos asseguro-vos que já sofri os constragimentos da censura e dos jogos de interesses.
Embora não tenha traído os meus princípios, pois se é verdade que há muitas maneiras das chefias nos tentarem pressionar, também é verdade que depois no terreno podemos e devemos sempre respeitar os outros e a nós mesmos!

sexta-feira, outubro 15

Ser ou não ser... jornalista

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Este é o meu primeiro post. Como tal passo a apresentar-me: sou um jovem de 23 anos, licenciado à um ano em Ciências da Comunicação da Nova de Lisboa.
O jornalismo é uma área fascinante porque permite ser geral, tratar de vários assuntos, tentar percebê-los e transmiti-los.
A falta de emprego nesta área é preocupante, primeiro porque me afecta a mim directamente. Neste momento estou a trabalhar, mas quero mais, em vários aspectos.
Algo que me irrita na procura de trabalho em jornalismo é a falta de resposta. Pior ainda é darem esperança, quando falamos com alguém responsável e até elogiam... mas depois, não havendo espaço, muitos não têm coragem de dizer que não. Enfim, não me parece uma vertente muito profissional, mas o jornalismo em Portugal tem muitas lacunas nesse aspecto.

Estou à espera de estar no momento certo no local certo...
Já agora deixo aqui os meus blogs, que mantenho para exprimir os meus pensamentos: www.creatoroflife.blogspot.com, para falar nas notícias do nosso mundo: www.frescaseboas.blogspot.com e para falar numa paixão que tenho que é o cinema: www.magaCINE.blogspot.com

quinta-feira, outubro 14

O meu primeiro "Furo"

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Amigos, tenho uma novidade boa para partilhar com todos vós: hoje publiquei o meu primeiro "furo", como jornalista free-lancer, num jornal semanal de âmbito nacional. Estou muito contente, apesar do meu texto ter sofrido algum trabalho de edição. Apesar deste jornal não ser entendido como um órgão "de referência", para mim foi muito importante tê-lo conseguido e só me dá mais força para continuar a lutar pela minha causa. Estou feliz e quis partilhar, aqui neste espaço meu e vosso, o acontecimento que, quem sabe, marca uma nova etapa na minha carreira.

segunda-feira, outubro 11

Trabalhar à experiência

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Tenho feito muitos envios de candidaturas espontâneas que raramente dão frutos. Mas, no outro dia ligaram-me de um jornal para saber se eu estava disposta a trabalhar um mês à experiência e só depois assinava contrato. Já me tinha acontecido antes pelo que desconfio que isto é atitude frequente por parte do empregador. Agora, respondam-me, posso eu despedir-me para ir trabalhar à experiência, sem garantias futuras? Será que, lendo alguns trabalhos meus ou trabalhando, vá lá, durante uma semana(tirava ferias do meu actual trabalho ganha pão), não seria o suficiente? Estou a ver o caso mal parado...

sexta-feira, outubro 8

Em casa

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Arranjei um espacinho no meu quarto alugado e montei uma espécie de secretária de redacção, onde trabalho todos os dias de noite. Num exercício puro de observação, eis o que tenho em cima da dita:

- 3 blocos folhas brancas;
- canetas, lapís e marcadores;
- dicionário Português (Porto Editora);
- guia essencial para a comunicação Social (Edite Estrela)
- "Jornalismo, Questões Teorias e estórias", do mestre Nelson Traquina
- Agenda de contactos / caderno com moradas que tiro das fichas técnicas
- dossier com as candidaturas enviadas (datas), respostas recebidas, apontamentos pessoais sobre como decorreram as entrevistas (o que falhou, o que devo melhorar...)
- gravador e máquina fotografica digital (andam muitas vezes comigo)
- jornais do dia e paginas impressas das edições on-line dos assuntos mais actuais
- classificados
Reading

quinta-feira, outubro 7

Ficha técnica

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A propósito de um comentário ao meu post anterior... Já aqui confessei que tenho uma pancada por fichas técnicas e dou muitas vezes por mim, desde há um ano a esta parte, a retirar contactos (email's e moradas) de revistas e afins nas grandes superfícies comerciais, onde me posso entregar mais calmamente a esta "nobre" tarefa. Também o faço para ficar por dentro das revistas novas que saem para o mercado, que são as que priveligio no envio de currículos, e para saber se conheço alguém que lá trabalhe e que me possa ajudar. Quem diz a verdade não merece castigo e se conseguir que algum amigo me ajude não vou hesitar em aceitar o seu apoio. Não sou a primeira e, certamente, não vou ser a última a fazê-lo, embora gostasse muito mais de o conseguir por mérito próprio.

quarta-feira, outubro 6

Perseverança

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Eu acredito, com toda a minha energia, que um dia hei-de conseguir um emprego no jornalismo. Pode não ser amanhã, mas um dia há-de ser. Não importa se já enviei centenas de currículos e recebi escassas respostas. Não importa se respondi a dezenas de anuncios e fui a meia dúzia de entrevistas. Tudo conta como experiência. Não posso desanimar. Já vou a mais de meio caminho e não há como voltar atrás. Enquanto não tenho o ambicionado emprego, eis o que me encontro a fazer:
1 - aprender e melhorar o conhecimento a nível de línguas estrangeiras (inglês,francês e espanhol)
2 - organizar um dossier com sugestões práticas de procura de emprego;
3 - participar num dos cursos do Cenjor;
4 - continuar a investir numa carreira free-lancer;
5 - fazer deste blog um fórum de discussão mais activo, onde pessoas que se encontrem nesta situação possam desabafar, falar ou simplesmente registar as suas emoções.
6 - continuar a acreditar em mim.

segunda-feira, outubro 4

Investimento ou ilusão

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Depois de ter terminado a minha licenciatura comecei a investir em formação complementar.
Comecei pelo CENJOR, por todas as razões e mais algumas. Devo confessar que durantes os poucos meses que estive no CENJOR, aprendi mais em certas matérias, do que 4 anos na universidade.
Depois fiz formação em informática e outras áreas que julguei enriquecer o meu currículo.
Depois do estágio feito e de ter passado por algumas redacções eis-me desempregada e novamente a pensar em investir em formação.
Mas de vez enquando fico a pensar se não me estarei a iludir.
Eu explico.
Será que quem emprega dá valor a tudo isto.
Eu dou e sinto-me mais capaz de desempenhar a minha profissão, mas julgo que serei a única.

quinta-feira, setembro 30

Sorte marreca

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"Ex.ma Sra
Obrigado pelo seu currículo

Infelizmente, neste momento tenho a redacção completa e ordens da administração de não "recorrer" a colaboradores. Contudo, guardei o seu currículo e assim que precisar entrarei em contacto consigo.

Melhores cumprimentos..."
Teary

quarta-feira, setembro 29

Isto é Uma VERGONHA!

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Contei um pouco da história da minha última experiência profissional nos comentários do post "entrevista on-line".
Já deixei a referida empresa há quase ano e meio. Hoje soube de mais uma atitude vergonhosa.
Nesta mesma empresa, os jornalistas têm um horário das 09h30 às 17h30 - isto é o horário oficial, depois dizem-nos sempre que parece bem chegar às 09h e sair depois das 18h. Durante o dia há dois "breaks", de 15 minutos cada, o primeiro por volta das 10h30 e o segundo por volta das 16h, para que se possa descansar um pouco, comer qualquer coisa ou ir lá fora fumar um cigarro ou apanhar ar.
Mas depois de nos dizerem a que horas convém chegar, também nos dizem que não é muito bom aproveitar os tais quinze minutos, que oficialmente são dados.
Há quem ligue a estes conselhos e há quem ache que se eles dão, não deve haver problema em aproveitar.
Atenção que estes conselhos só são dados em algumas redacções.
Refiro também que 90% dos trabalhadores aproveitam os quinze minutos da manhã e da tarde para sair um pouco.
Até aqui nada de grave.
Soube hoje que não vão renovar o contrato de uma amiga minha, porque ela é fumadora e costuma aproveitar os "breaks"... É ou não é uma vergonha?
Digno de ser denúnciado.
Mas no relatório nunca estão as verdadeiras razões...

Polémica

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Nas discussões, as pessoas costumam exaltar-se. É natural, uma vez que querem provar o seu ponto de vista. Às vezes, os que discutem dizem coisas muito semelhantes - sem que disso se apercebam. Isto a propósito da polémica que ali vai em baixo, no post que a Sílvia escreveu sobre entrevistas on-line. Sou a favor da discussão, da polémica até porque muitas vezes dela nasce luz. Mas também sou a favor do respeito das opiniões dos outros. Até porque a nossas certezas só são eternas enquanto duram. Mas, confesso, já tinha saudades de ver este blog assim... picante! E, já agora, Ricardo sê bem-vindo a esta casa. Há mais alguém que queira entrar?

terça-feira, setembro 28

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Paixão

Bem, e assim começo a minha participação neste blog. Quero publicamente agradecer à jornalista desempregada o convite que me endereçou e, ao mesmo tempo, prometer que tentarei, neste blog, dar a contribuição que me for possível para que o mundo do jornalismo em Portugal possa melhorar, por forma a que quem, como a minha anfitriã, tem a paixão por esta profissão, possa realizar a tempo inteiro esse sonho. Afinal de contas, no limite, a vida é isso: sonhar e concretizar...
Até breve!

segunda-feira, setembro 27

Entrevistas On-Line

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É só uma ideia, mas acho que seria o ideal.
Estou tão cansada de ir a entrevistas, tão cansada. Moro na zona das praias de Sintra e cada vez que marcam uma entrevista para emprego é em Lisboa.
Quando a entrevista é marcada nada dizem, nada perguntam. Sabemos o nome da função a que concorremos, eles recebem o CV e já está! Se nos dissessem o nome da empresa, as condições, o pormenor da função, os euros, se calhar já me tinham poupado muitas viagens.
Estou farta de ir a entrevistas e pronto!
Porque não fazem entrevistas on-line, porquê? Não me digam que assim não dava. Continua a ser presencial (cada um com o seu teclado), seria muito mais estimulante escrever, do que estar cara a cara com um futuro patrão, que tenta por todos os lados passar rasteiras, ou de algum modo ler nos nossos olhos (ai que impressão).
Quando estou numa entrevista (em quase todas) sinto-me muito pior do que num exame da faculdade. Procuram razões obscuras e em pouco tempo temos de os convencer de que não seremos maus empregados (pressuposto inicial) e de vamos trabalhar muito por pouco dinheiro. A última entrevista a que fui foi marcada para as 18h na baixa lisboeta (às 18H?????) Não vos passa pela cabeça a confusão que é ir para Lisboa às 18h para mais uma entrevista. E depois de todo o caos não era nada que me interessasse.
Isto on-line é que era. Falávamos de tudo o que fosse preciso e no caso de estarmos ambos interessados, aí sim podíamos marcar um encontro para assinar um contrato de trabalho.

Conselhos

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Leiam aqui alguns conselhos para gerir uma situação de desemprego.

Estes são os que estou a seguir mais à letra, neste momento:

Procure actualizar-se sobre as novas competências e novidades do seu sector de actividade. Estude e informe-se o mais possível sobre técnicas e métodos, novas exigências e tendências. Procure ler publicações específicas e técnicas o mais direccionadas possível. O fundamental é familiarizar-se com essas novas práticas de forma a que o seu currículo profissional continue a ser competitivo e a possuir mais-valias imprescindíveis.


Procure não adoptar um comportamento negativo ou ansioso. A tendência será para que este tipo de sentimentos floresçam e para que a pessoa se sinta de certa forma revoltada e pessimista em relação ao futuro. Contrarie esses sentimentos pois se não acreditar no seu potencial e na sua capacidade de "dar a volta", dificilmente conseguirá sair do ciclo vicioso.

sábado, setembro 25

Jornalistas em Perigo

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O jornalismo ainda continua a ser perigoso para quem o pratica.

Surgem cada vez mais exemplos da falta de respeito para com os seus profissionais.
Deixo aqui uma lista dos países onde é dramaticamente perigoso ser jornalista:

IRAQUE: Todos os dias há notícia de mortes, assaltos, raptos de jornalistas. Neste momento é o país mais perigoso do mundo para se trabalhar.

CUBA: Aqui encontramos a censura elevada ao extremo. Os jornalistas e as suas famílias são ameaçados e presos em condições desumanas, para além de aí receberem diversas formas de tortura psicológica.

ZIMBABUÉ: Nos últimos anos o governo tem perseguido a imprensa privada, com diversas ameaças, censura e leis restritivas. Em 2003 fecharam o jornal "Daily News", o mais vendido em todo o país. No Zimbabué é um acto criminal praticar jornalismo sem autorização do governo.

TURQUEMENISTÃO: É um país sob um regime totalitário, onde o jornalismo independente quase não existe. O auto-proclamado presidente Saparmurat Niyazov mantém o controlo, nomeando pessoalmente os editores dos jornais, rádios e televisão. Nenhuma reportagem é publicada/emitida sem antes ter passado pela aprovação de Niyazov.

BANGLADESH: O crime e a corrupção fazem deste país o mais violento para os jornalistas, em toda a Ásia. É muito frequente estes profissionais sofrerem ameaças e agressões físicas brutais, em resultado dos seus trabalhos. Os agressores ficam impunes.

CHINA: Durante o último ano o presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro tomaram uma série de medidas contra o jornalismo. Prenderam editores, fecharam inúmeras publicações, conseguindo assim manipular a informação.

ERITREIA: Em Setembro de 2001 o governo baniu toda a imprensa privada e prendeu inúmeros jornalistas. São 17 os jornalistas que ainda estão presos, sem ainda ter sido feita qualquer acusação formal, embora presidente Isaias Afewerki os tenha acusado de espionagem.

HAITI: A liberdade de imprensa ficou comprometida desde o incidente de Setembro de 2003. A hostilidade em relação aos jornalista é tão forte, que agridem tantos os nacionais, como os estrangeiros. Em Março deste ano um correspondente da televisão espanhola foi morto e um fotógrafo norte-americano ficou gravemente ferido. O clima de impunidade que se vive no Haiti já levou a que muitos profissionais procurassem exílio político noutros países.

FAIXA de GAZA: Este território continua a ser um local perigoso. Estes anos já vários jornalistas foram agredidos e alguns chegaram mesmo a morrer.

RÚSSIA: Em Outubro de 2003 o editor chefe do jornal "Volga River" foi agredido até à morte por ter publicado uma reportagem sobre o crime organizado e a corrupção no governo. A censura paira no ar e continua a manipular a informação.


Lei da Imprensa

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As comemorações do Dia Nacional da Imprensa tiveram lugar ontem, no Estoril.
O evento contou com a presença de diversos notáveis, entre os quais se destaca o ministro Morais Sarmento que anunciou para breve a revisão da Lei da imprensa, tendo em conta as alterações que se deram ao nível dos meios de comunicação ao longo dos últimos anos.
O ministro referiu também a criação de um novo órgão regulador para a comunicação social, ainda em 2004.

Formação para Jornalistas

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Em Outubro vai ser iniciado o curso de formação em defesa e segurança nacional para jornalistas.
Uma iniciativa do Cenjor em conjunto com o Sindicato dos Jornalistas e do Instituto de Defesa Nacional, onde decorrerá a acção.
O curso terá a duração de 60 horas e uma taxa de frequência de 200 euros.
Os temas a desenvolver serão: a caracterização da defesa nacional, segurança interna e planeamento civil, forças armadas e as relações de Portugal com a comunidade internacional.
Para mais informações consultar o site do CENJOR

sexta-feira, setembro 24

Cartões de visita

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Quem me acompanha há algum tempo sabe que esta minha luta por um emprego no jornalismo é quase diária, de há uns meses para cá. Todos os dias tento fazer alguma coisa, mais que não seja ler jornais e manter-me o mais informada possível. Agora que estou empenhada em lançar-me como free-lancer, decidi investir nuns cartões de visita (encomendados numa gráfica e feitos com o mínimo de profissionalismo) para enviar juntamente com os currículos e para distribuir quando se proporcionar. É um pequeno passo, mas é mais um passo. Não desisto!

quinta-feira, setembro 23

Sair do Pântano

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"Quando saires desse pântano à beira-mar plantado nunca mais queres voltar", disse-me uma amiga que está a trabalhar no estrangeiro e que me desafiou para fazer o mesmo. Fiquei uns momentos atordoada, li e reli a frase vezes sem conta. Afinal, sendo solteira e sem filhos, o que me prende aqui?

quarta-feira, setembro 22

Vai mais um cursinho? - correcção

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Depois da notícia do "Público" anúnciar que o projecto iria funcionar apenas em Aveiro, eis que o "DN" nos diz que o "Plano de Acção para Promover o Emprego Científico e Qualificado/Reconversão de Licenciados" afinal conta com a participação de 14 Universidades Públicas (de norte a sul, incluíndo as ilhas), disponibilizando um total de 864 vagas.

Nenhum curso tem como pré-requisito a licenciatura em jornalismo, ou comunicação, mas alguns referem licenciatura em ciências sociais e humanas, onde se insere o jornalismo. De referir também que embora a ideia seja qualificar pessoas em áreas ligadas às ciências e tecnologias, em quase todas as Universidades envolvidas no projecto existem vagas ou para comunicação, ou para línguas, ou para sociologia, antropologia, etc... não era essa a ideia.

Quem quiser saber mais promenores pode consultar o site: http://www.mces.pt.

Tempo livre

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Houve uma altura, não há muito tempo, que depois de estar 8 horas a trabalhar, fechada num gabinete (onde, infelizmente, ainda me encontro, para me poder sustentar, enquanto o emprego no jornalismo não aparece), saía a correr e ficava mais duas ou tres horas num jornal aqui perto a ajudar e a colaborar como podia, sem pedir nada em troca. Agora estou noutra fase. Quero envolver-me em menos projectos e ser recompensada monetariamente por isso. Tenho planos para mim, o maior deles é viajar, viajar muito. E, além do mais, a vida não está fácil para borlas. Digam-me: Penso bem ou penso mal? Daqui a 2 anos, faço 30 e ainda não aproveitei nada desta vida... porque para tudo é preciso dinheiro.

Intercâmbio

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Fui contactada por um jornalista brasileiro que ficou muito surpreendido com o estado do jornalismo em Portugal.

Manifestando interesse em saber mais acerca da situação actual desta profissão no nosso país, convidei-o para ir até ao meu blog: Jornablogar, de modo a trocarmos informações e talvez até compararmos o jornalismo português com o brasileiro.

Acho que vai ser interessante. Quem estiver interessado em saber mais, ou mesmo em deixar o seu contributo, por favor vá até lá e deixe o seu comentário.

segunda-feira, setembro 20

Emprego ou trabalho

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No outro dia recebi um mail que em perguntava como é que eu "aguento estar há tanto tempo sem trabalhar". Como acho que mais pessoas pensam isto, torno publica a minha resposta. Eu estou a trabalhar, não estou é a trabalhar na minha àrea de formação e na qual me sinto vocacionada para. De vez em quando vou a entrevistas mas a maioria é para estágios ou entao oferecem no máximo 450 euros. Isto para alguém que tem que pagar as suas proprias despesas é imcomportável... Concorri na semana passada a uma proposta para trabalhar numa editora, mas ainda não me chamaram. Não desisto!

Vai mais um cursinho?

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O jornal "Público" de hoje anúncia o novo projecto do governo, "Plano para a Reconversão de Desempregados Títulares de Curso Superior, em áreas de menor empregabilidade".


O projecto piloto este ano vai funcionar na Universidade de Aveiro, onde foram criadas 81 vagas para o efeito.


A informação foi veiculada hoje, mas as candidaturas só são aceites até ao próximo dia 27. Para que se possa frequentar um curso nestes termos, os candidatos têm de estar inscritos no Centro de Emprego há pelo menos um ano e ter concluído o curso superior até Setembro de 2003.


Este plano permite que a licenciatura seja mais curta, em termos de tempo e que os candidatos tenham uma bolsa de formação com o valor máximo de um salário mínimo nacional, ao que se adiciona o valor da propina.


Agora eu pergunto-me: Porquê só em Aveiro? Acham que numa semana temos tempo de reunir toda a papelada necessária à candidatura e ainda ir entregá-la a Aveiro? O que são para o governo as áreas de menor empregabilidade??


É uma boa ideia. Espero que se estenda a todo o país, pois pode ser que agora eu vá tirar Economia, ou Ciência Política, ou...sei lá, uma área com maior empregabilidade...sugestões?

sábado, setembro 18

Transportes Públicos

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Cada vez mais se faz o apelo à utilização dos transportes públicos. A Quercus aponta para a necessidade de que estes se tornem mais baratos, mais confortáveis e mais eficazes. Eu acrescento: mais seguros. É cada vez mais alarmante a situação de insegurança que se vive nos nossos transportes públicos, quer seja combóio, ou autocarro. Os assaltos são constantes, tal como as agressões. Assim, quem é que se atreve?


sexta-feira, setembro 17

Centro de Emprego

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O prometido é devido. Quanto ás funções do Centro de Emprego(CE).

Os CE começam agora a adaptar-se à realidade de que cada vez mais licenciados estão na situação de desemprego. Como tal, as soluções que nos apresentam não se adequam, a meu ver, às nossas necessidades.

Começando pela formação profissional, tenho a dizer que para esta entidade só existem duas áreas: a Gestão Empresarial e a Informática. São duas áreas que pessoalmente acho muito interessantes, mas considero não ser possível adquirir conhecimentos sólidos e consistentes num curso profissional de 4 meses. A meu ver, nesta situação, os CE deveriam verificar as áreas de formação dos seus inscritos e depois criarem cursos que de facto os pudessem de algum modo qualificar. Na minha área seria interessante ver cursos de ciberjornalismo, reciclagem em determinadas disciplinas, fotografia, rádio, entre outros.

Já em termos de emprego a situação vai até um pouco pior. Se consultarmos o quadro de ofertas de emprego de qualquer CE verificamos que está preenchido essencialmente com pedidos de pessoal não qualificado. Porque é que o CE não estabelece acordos com empresas das mais variadas áreas, tendo em vista a colocação de pessoal qualificado, de modo a que estas tivessem vantagens por integrarem pessoas desempregadas?

Ainda outro dia um empresário me confidenciou que é extremamente complicado uma empresa solicitar um empregado ao CE, pois são demasiado burocráticos e passa muito tempo até que alguém seja colocado em emprego...Mais uma vez, ficamos todos a perder.

Fresquinha

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A vida de uma pessoa que está no desemprego não é nada fácil. A última que me aconteceu tem a data de hoje. É mesmo fresquinha.

Há duas maneiras de estar no desemprego: com subsídio de desmprego e sem ele. Quando a situação é COM temos de estar inscritos no Centro de Emprego da nossa área. Até aqui tudo bem. Mas o que as pessoas e instituíções pensam é que um desempregado passa dos dias em casa, sentado ou deitado (como der mais jeito) tendo de se sujeitar a tudo e tendo de estar sempre disponível. O Centro de Emprego (CE) já me chamou várias vezes, mas atenção nunca foi para colocar em emprego. Trata-se de uma nova forma de estar dos Centros, que nos querem convencer que estão muito preocupados com a nossa situação. Eu até admito que as propostas dos CE seja muito boas para algumas pessoas, mas não o são para todas as pessoas.

A primeira vez que me chamaram foi para me dizer que eu não precisava de estar em casa sem fazer nada. Que eu podia participar em programas ocupacionais (como ajudar em hospitais, creches, centros para idosos, ou em empresas) relacionados com a minha área de formação, que de algum modo a complementassem. Mas entre todas as propostas, não havia nada que de algum modo se relacionasse com a minha área: Comunicação. Hoje estive novamente numa reunião, tendo em vista formação profissional complementar. Mais uma vez, a formação era na área de informática e gestão. Cursos que não aprofundam coisa nenhuma e que a meu ver existem para mostrar serviço.

A técnica ainda nos avisou que o CE estava no direito (se assim o entendesse) de nos obrigar a frequentar um dos cursos. Como é que eu posso ser obrigada a fazer formação que já tenho, ou que não me interessa para nada. Além do mais, tenho uma filha com 14 meses, a Beatriz. Cada vez que vou a uma destas reunões tenho de deixar a Beatriz com outra pessoa e não é fácil encontrar quem tenha disponibilidade para isso. E não vou pôr a minha bebé numa creche para ir fazer um curso profissional que não quero, ou trabalhar de graça, só para ocupar o tempo. Mesmo desempregada, tenho o tempo bem ocupado. E acerca da função do CE escreverei outro "post", porque este já vai longo.

Obrigada pelo convite

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Desde já quero agradecer o teu convite. Não desanimes. Não é que eu tenha uma experiência animadora, mas a esperança é a última a morrer. Tenho umas histórias um tanto ao quanto insólitas, mas ficam para depois. Ah...deixo aqui o endereço do meu outro blog (bem na verdade tenho mais 4... É esta mania de escrever, escrever, escrever!).
Sílvia

Nova colaboradora

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A Sílvia, tal como eu, é jornalista e está desempregada. Não a conheço pessoalmente mas vou convidá-la a escrever neste blog e partilhar a sua experiência connosco. Eu, infelizmente, fui-me um pouco abaixo e sinceramente, de vez em quando, fico farta de tanto lutar e avançar pouco ou nada. Estou agora a investir na minha formação profissional. Pode ser um caminho. Desistir, nunca!

segunda-feira, setembro 6

Manias

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Mesmo de férias tenho esta mania de ler jornais a toda a hora. E de olhar para todo o lado "à procura" de notícias. Nem o vendedor de gelados na praia me escapa e penso logo: "este homem deve ter muitas histórias para contar"...

sexta-feira, setembro 3

Quem quer escrever neste Blog?

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Á semelhança do que acontece com o Diário de um Jornalista, quero convidar todos aqueles que, jornalistas ou não, desempregados ou empregados, se identifiquem com a minha situação para escreverem neste blog e nele relatarem as situações que vivem nos vossos actuais empregos ou á procura desse emprego. Podem também escrever como conseguiram arranjar emprego no jornalismo ou descrever o ambiente de trabalho em que estão inseridos. Este blog quer ser mais dinâmico e precisa da vossa ajuda. Quem quiser aceitar este desafio escreva-me um mail para jornalistadesempregada@msn.com.

Desabafo

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Pois é... Esta vossa amiga continua desempregada, ou seja, à procura de emprego remunerado no jornalismo porque emprego noutra àrea que remédio teve ela senão arranjar. Tinha estabelecido Setembro para conseguir arranjar emprego como jornalista mas... tudo na mesma como a lesma. Estive a fazer as contas e, desde Maio até Agosto, enviei 180 candidaturas espontâneas, respondi a 12 anúncios e... consegui arranjar uns trabalhos como freelancer que já dá para matar o gostinho mas continua a saber a pouco, muito pouco...

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